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MULHERICES – Dilma & Clichês

Marili Ribeiro

26 de outubro de 2009 | 20h53

Ela não podia. Não ela. Com toda a independência e a autoridade que sua imagem transpira _ culto, aliás, que desconfio que a própria incentiva _, soou falso o apelo à vitimização. Sim ministra Dilma Rousseff, o recurso ainda recorrente no universo feminino de pôr a culpa na conta do eterno preconceito contra a mulher, não lhe cai bem. Dilma devia ter dado outra interpretação à crítica de que está usando a máquina do Estado para promover a sua candidatura ao cobiçado lugar do presidente Lula. Como ministra do governo, ela não poderia fazer campanha eleitoral.

Aliás, a bem da verdade, está fora de moda até mesmo uma singela dona de casa usar esse batido discurso quando algo não dá certo. Ninguém discorda de que a mulher sofre preconceito. Mas também ninguém diria que hoje em dia nas sociedades ocidentais ela não disponha de apoios para protestar. Nas últimas décadas, o mundo mudou. Basta ver o tanto de mulheres em cargos de poder, sejam eles políticos, corporativos ou acadêmicos. Até o cortejado prêmio Nobel de Economia, antes reduto masculino, foi ganho por uma representando do “ex-sexo frágil”, a americana Elinor Ostrom, não é mesmo?

A plástica facial foi uma ótima iniciativa e lhe fez bem. A adoção nas roupas coloridas e alegres usadas com acesssórios fashion, sem entretanto perder o toque de sua forte personalidade, também é excelente medida para agradar eleitores. Agora, apelar para “sexo frágil”…. ah, ministra, tem dó.

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