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MULHERICES – Dose dupla

Marili Ribeiro

24 de maio de 2009 | 20h14

Propagam que as emoções femininas são, quase sempre, excessivas. Faz sentido. Mulheres ficam embriagadas com metade da quantidade de álcool ingerida pelos homens. Para controlar a dor à base de morfina, recurso aplicado entre outros nos casos avançados de câncer, elas têm que tomar, pelo menos, 30% mais da droga do que o ministrado em um homem nas mesmas condições.
No caso da bebida, o problema está na pequena presença de uma enzima localizada no estomago, que é essencial para decomposição do álcool. Fora isso, há oscilações da absorção da bebida durante o período menstrual. Portanto meninas, não adianta apelar à taça de champanhe na hora de rebater a TMP. Os efeitos colaterais podem ser perversos.
No caso da dor, há estudos avançados indicando que os remédios para mulheres devem ter dosagens bem distintas das recomendadas ao público masculino. Uma das razões para a proliferação das recomendações iguais nas bulas está no fato de a maioria das pesquisas se concentrar em ratos machos. As fêmeas, justamente por causa das mudanças hormonais, dificultam certas conclusões.
Quanto mais se aceita as diferenças de metabolismos mais alívios virão.Na ciência, já se consolida que homens e mulheres sentem dor em graus diferentes e elas, infelizmente, sofrem em níveis superiores quando comparados aos homens. Aqui também a menor quantidade de um receptor no cérebro provoca a diferença de reação.
Antes de qualquer conclusão precipitada, considerem que menos enzimas e receptores, no plano da percepção e sensibilidade, podem vir a se tornar mais.

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