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MULHERICES – No chão

Marili Ribeiro

20 de novembro de 2009 | 01h58

Só uma mulher para não se intimidar com a imponência da Sala São Paulo em noite de apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a reverenciada Osesp. Não imagino um regente, do calibre dos que comandam aquela orquestra, em situação similar: a de reproduzir o gesto dela, com a mesma leveza e simpatia com que ela o fez sem causar constrangimento.

Alta, magra e muito branca em contraste como seu conjunto de calça e túnica de seda preta, a maestrina mexicana Alondra de La Parra não teve dúvida e sentou-se no chão, ou melhor, no pódio, após a apresentação da peça ‘Concerto para Violão’ de Francis Hime, que teve como solista o violonista clássico Fábio Zanon.

Explique-se, após a aplaudidíssima apresentação, Zanon brindou a platéia com um bis tocando sozinho a delicada ‘Balada para Martín Fierro’, de Ariel Ramirez. Num gesto impulsivo, mas delicado, a maestrina sentou-se para ouvir o músico.

Embora mulheres comecem a surgir no ramo, a dominância nos pódios de regência mundo afora ainda é masculina. Alondra se destaca em Nova York onde vive e rege, não só pela juventude de seus 28 anos, mas por seu comando forte, enérgico e, ao mesmo tempo, muito feminino. Há sim uma nova escola de mulheres na praça, nos postos e lugares de destaque. Não são agressivas, como foram as que desbravaram o caminho, e nem submissas como as nossas avós. São doces. Mas também senhoras de si na hora de mostrar a que vieram.

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