Nas asas da Emirates, mas no cinema

Marili Ribeiro

01 de dezembro de 2009 | 17h18

O mundo avalia o estrago causado pela moratória do Dubai World, o conglomerado de empresas daquela “cidade-estado” que integra os Emirados Árabes, e que responde por investimentos da região com recursos de bancos estrangeiros. Até o momento, os mais atingidos são as instituições europeias. Há cálculos que elas tenham entre US$ 40 bilhões e US$ 60 bilhões aplicados em Dubai. Somente o banco britânico HSBC teria quase US$ 16 bilhões. Enquanto esse nó das finanças globais não se desata, a vida continua.

E se os negócios vão mal por lá, a empresa aérea deles, a Emirates Airline, segue investindo na atração de clientes brasileiros. A sua agência de propaganda no Brasil, a Leo Burnett, preparou uma ação curiosa para estimular os frequentadores de algumas salas de cinemas da rede Cinemark, nos shoppings Market Place e Villa Lobos. Ambos em São Paulo. Até o dia 26 de dezembro, graças a um pequeno artifício que está nas fotos abaixo, o público é induzido a se imaginar a bordo de um avião. Isso acontece segundos antes de a sessão começar. Logo que as luzes se apagam, as janelinhas montadas nas laterais da sala se acendem. Ouvem-se então o característico som dos avisos de segurança e os roncos do motor do avião. Na tela, o texto anuncia que a companhia aérea tem o melhor entretenimento a bordo etc e tal. Uma experiência de marketing que pode surpreender positivamente, sem ser invasiva.

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