Networking é tudo para a mais premiada

Marili Ribeiro

24 de junho de 2009 | 09h34

Com nove Leões na bagagem e a perspectiva de mais alguns até o final da semana, Sérgio Valente, presidente da agência DM9DDB, não esconde a satisfação em mais uma rodada do Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Pronto para comemorar, mas sem exageros já que o clima geral de crise global pede comedimento, Valente tem sido, como outros brasileiros na costa francesa, presença frequente nos seminários.
“Se, no ano passado, ‘convergência’ era a palavra que sintetizava o espírito das palestras, esse ano é ‘networking’ que assume esse papel”, diz ele. “Networkging da era digital?” pergunto. “Não existe mais digital ou não digital. Quem usa e-mail é velho. Hoje o mundo é multimídia, as pessoas estão conectadas na mão”, pontifica.
Uma declaração desssas passa a impressão de que a mídia tradicional vai desaparecer, mas, na opinião dele, isso não corre o risco de vir a acontecer. “Mudam os papéis. Até a internet está se repensando. Basta ver que as marcas de maior influência nesse ambiente, o Twitter ou o Facebook não conseguem se influentes a ponto de se rentabilizar. Essa é a grande questão: como construir uma marca nesse mundo tão mutante. Afinal propaganda existe para fazer uma marca ser influente. Ser rentável!”
As palestras que tocam em temas relacionados a network colmo as de um dos idealizadores do Twitter, ou do Facebook, lotam. Mas a carência de perspectivas sobre o futuro dessses negócios frustra quem esperava algo além da constatação de que as redes sociais crescem e o público adora. A rede MySpace, por exemplo, está fechando operações em alguns lugares e demitindo.

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