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No fundo, Pilsen é commodity

Marili Ribeiro

28 de novembro de 2009 | 19h09

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A guerrinha das cervejarias segue com alguns capítulos decididos nos tribunais e outros nos botecos, na eterna briga pela exclusividade nos pontos de venda.

Na Justiça, a Femsa, dona da marca Kaiser e Sol, derrubou a liminar que impedia a veiculação de seu comercial comparativo, chamado “teste cego”. Graças à vitória, traz hoje de volta aos intervalos comerciais na televisão a sua propaganda com o ator Humberto Martins.

Uma ousadia já que, mesmo sem o propósito explícito, demonstra que cerveja Pilsen é tudo igual. Afinal, essa modalidade é praticamente uma commodity. O que diferencia uma marca de outra é só a quantidade de dinheiro investido em marketing. Daí a afoiteza da AmBev, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, em tirar o comercial do ar. Conseguiu a liminar para tirar o anúncio do ar.

Ao mostrar os ínfimos índices de diferença entre uma marca e outra, o anúncio desmascara as alardeadas diferenças entre elas. Tanto faz o rótulo, uma vez que o conteúdo é muito semelhante. E, pior, não dá desacreditar o tal do teste cego, pois foi devidamente monitorado por empresas idôneas. Logo, tem credibilidade junto à opinião pública e, por tabela, junto ao consumidor.

Mais um round jogado na aguerrida e milionária disputa do mercado cervejeiro nacional, um dos cinco maiores do mundo com mais de 10 bilhões de litros consumidos por ano. E, melhor para os negócios, com perspectivas de forte crescimento em decorrência do aumento do poder aquisitivo das classes de menor renda. Com dinheiro no bolso, o cidadão troca a marvada pinga pela loira gelada.

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