O espanto do erro

Marili Ribeiro

18 de junho de 2009 | 20h38

Rui Piranda, da Giovanni + DraftFCB e jurado brasileiro em ações de marketing direto, conta com surpresa o espantoso números de cases que são eliminados da disputa única e simplesmente porque não endenteram o “espírito da coisa”. Ou seja erram de categoria. Um erro que significa desclassificação e prejuízo, já que cada peça inscrita custa 380 euros. “Quantos cases você acha que um júri de Cannes é capaz de eliminar num dia por erro de inscrição? Chuta? 10%? 20%? Quem arriscou 40%, acertou”, conta ele. O grupo no qual trabalhou hoje considerou que a maioria das peças inscritas em Direct Lions deveriam, na verdade, estar concorrendo em PR, ou relações públicas, ou em Promo Lions, as ações promocionais. A primeira desculpa para o erro de inscrição, como Piranda revela, é a tal da interdisciplinaridade, que acaba por confundir conceitos. Pode ser, mas ele discorda. “Adoro marketing direto. Adoro saber que pessoas do mundo inteiro ainda pensam que ele faz sentido. Que, mais do que parecer ser one to one, tem que ser realmente one to one. Afinal, a massa já é plenamente atendida por outras disciplinas”.
Buscar ser íntimo do consumidor com graça é uma tarefa dura em meio a tanta oferta. Mas Piranda defende que o marketing diretor é estratégico nesse mundo tão globalizado. E para provar, menciona o case da montadora Volkswagen que personalizou o mapa que liga a sede dela até a casa do consumidor. Conta ele: “Sabe onde? No envelope! É! Cada envelope é único! Como esse case, têm outros. O Direct não é melhor do que qualquer outra disciplina. Mas que é diferente, ah… isso ele é”.

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