O mundo em 140 caracteres

Marili Ribeiro

22 de junho de 2009 | 21h46

Fenômeno de público, com o auditório lotado no Palais des Festivals em Cannes, a palestra do jovem fundador da mais nova mania da era digital, o miniblog Twitter, Biz Stone, confirmou o que todo mundo sabe: o twitter é um meio de manter as pessoas em contato, mas ainda não encontrou a fórmula para render receita.
Se, no ano passado, na concorrida Croissete, a avenida paralela ao mar, a maior preocupação entre os conhecidos era angariar leitores para seus respectivos “blogs”, neste ano, a demanda é achar seguidores para seus “twitters”. Fica a aposta para o próximo ano.
Assim como outros eventos grandiosos das emergentes redes sociais, o assunto desperta paixões. Mas, lógico, somente as que podem ser condensadas em 140 caracteres.
Stone, ao ser lembrado que estava no maior evento da propaganda mundial, não se fez de rogado e diz que está em fase de transformar o Twitter em um receptor de mensagens publicitárias. Ele sabe que precisa ganhar dinheiro com o sucesso da rede social, antes que algo novo surja no horizonte. “Estamos focados na rede e na experiência do usuário, mas dá para experimentar, e exibir mais do que só links na página”, revelou o executivo. Recentemente, o Twitter ganhou mais uma arma para atrair anunciantes, com a inaguração da ferramenta de busca.
Entre as vantagens do seu produto, está o que Stone define como o momento em que as pessoas deixam de privilegiar os e-mails privados, para trocar mensagens no domínio social. Para ele, o Twitter não é exatamente uma rede social, por isso ele não considera o Facebook seu concorrente. “O Twitter é uma rede de comunicação, de informações de última hora, que ajuda as pessoas a descobrirem e dividirem conteúdos”, explica ele.
Tenho uma amiga que usa o Twitter para saber se o Palmeiras perdeu. Caso sim, ela, em vez de ir para casa e encarar o mal humor do marido, vai jantar com amigas, ou passear no shopping. É um uso bem apropriado, não?

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