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O troco

Marili Ribeiro

09 de agosto de 2009 | 22h02

No meio da semana, a associação de bebidas que representa os interesses das cervejarias Schincariol e Petrópolis (dona da marca Itaipava) entrou com uma campanha convocando os fabricantes do setor a adotarem o parque de vasilhame retornável, que é compartilhado entre todos, também para o chamado “litrão”. Era uma crítica direta à líder do segmento no País, a AmBev (dona de Skol, Brahma e Antarctica), que saiu na frente com a garrafa de um litro, mas com assinatura em relevo o que inviabiliza o uso comum do vasilhame. A Abrabe queria também chamar atenção para o fato e instigar os órgãos antitruste a se manifestem sobre o tema.

Não acabou a semana e veio o troco. O Procon de São Paulo, por meio de denúncia do Sindicerv, que representa os interesses da AmBev e da Femsa (dona da kaiser e Sol), autuou as duas cervejarias, Schin e Petrópolis, por conta das campanhas publicitárias das duas em torno do uso de um selo de proteção nas latinhas de cerveja. A entidade de defesa do consumidor no Estado combate à propaganda enganosa e penalizará as empresas em mais de R$ 600 mil cada uma. O processo deveria correr em sigilo, segundo diz o Procon. Mas vazou para a imprensa. O tal selo, segundo um estudo muito divulgado pela AmBev e realizado por um instituto a pedido da própria companhia, não protegeria as embalagens de contaminação. Os consumidores estariam assim sendo ludibriados. As multadas dizem que vão recorrer.

A semana promete novos rounds nesssa acirrada disputa pelos bebedores de cerveja. Um mercado de dez bilhões de litros e que movimenta algo em torno de R$ 30 bilhões por ano.

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