Renda extra

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Pesquisa revela o universitário da baixa renda

Marili Ribeiro

26 de outubro de 2009 | 08h47

Os universitários de baixa renda somam 73% dos quatro milhões de jovens que frequentam as universidades do País. Um contingente que inexistia há 10 anos e que se expandiu vertiginosamente com a criação das chamadas “Unis”, as escolas com mensalidades compatíveis com o bolso de estudantes de famílias que ganham entre R$ 1.064 e R$ 4.591 por mês. Mas esse universo, embora gigantesco, começa só agora a atrair a atenção das áreas de marketing de algumas empresas.

“A maioria quer se relacionar com os universitários da classe AB”, diz Caio Romano, sócio e diretor da agência Mundo Universitário, que há seis anos se dedica ao segmento. “A questão básica é que, se focarmos apenas nessa faixa de alto poder de consumo, o impacto de cada ação ficará limitado e o efeito final, reduzido. O cliente também deve entender que buscar qualificar e fidelizar sua marca com esses jovens de classe baixa, mesmo que isso no momento não reverta em vendas, pode ser um investimento”, acrescenta.

O raciocínio de Romano parte de uma constatação matemática. No tradicional câmpus da Universidade Mackenzie, há 40 mil alunos, a maioria deles com bom poder aquisitivo. Porém, as redes Uninove ou Uniban somam o dobro disso, assim como as Universidades Estácio de Sá e Anhanguera, que abrigam, cada uma, cerca de 200 mil estudantes. As quatro últimas são voltadas para universitários da classe C. Suas mensalidades oscilam entre R$ 250 e R$ 500, ante R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil nas classificadas como de “primeira linha”.

Mais informações no Estado de hoje (“Marketing vai em busca do ‘novo’ universitário“) pag. B12.

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