Prestígio do impresso segue no online

Marili Ribeiro

21 de julho de 2010 | 10h35

Aqui, como lá fora, os leitores que buscam notícias online vão atrás de marcas que são referência no exercício da atividade jornalística. Nos EUA, os veículos mais tradicionais, como New York Times e The Wall Street Journal concentram os acessos na internet. No Brasil, não é diferente. Os últimos dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), sobre o tráfego dos websites no mês de junho, endossam a tese.

No total são 33 filiados ao IVC que, somados, geraram 700 milhões de visualizações. Nesse quesito, o portal do Estadão não tem do que reclamar. Está entre os mais bem posicionados com 82,668 milhões de visualizações. Em temporada de Copa do Mundo, não é de estranhar que o site do jornal Lance lidere essa aferição, com 179,055 milhões de visualizações.

Quando se trata dos visitantes únicos, que são os internautas mais assíduos _ uma espécie de “assinantes” do portal _ , o estadão.com aparece em terceiro lugar com 9,730 milhões de acessos únicos em junho. Na liderança segue o LanceNet 20,124 milhões. O portal do jornal carioca O Globo ocupa a segunda posição, com 12,155 milhões de visitantes únicos.

Os veículos de mídia impressa afiliados ao IVC têm dados de audiência auditados, ganham um selo de identificação e funcionam com um link de acesso direto às informações detalhadas no site www.auditoriaweb.org.br. O serviço se baseia em três métricas: visitas, page impressions e unique browser, que representam a cobertura, a freqüência e o volume do tráfego nos sites analisados.

No segmento dedicado ao trade de publicidade, por exemplo, são auditados os sites AdNews (com 155 mil visitantes únicos e 841 mil visualizações em junho) e o Propmark ( com 53 mil visitantes únicos e 175 mil visualizações).

Entre os jornais nacionais do segmento de economia, o site do Valor aparece com 9,508 milhões de visualizações de página inicial e 376 mil visitantes únicos no mês de junho.

MAIS UMA BOA NOTÍCIA

Para os donos do negócio jornal, além da credibilidade a favor do seu produto na hora de se consumir notícias, a estratégia de megaeditor Rupert Murdoch que decidiu cobrar pelo conteúdo online do jornal inglês The Times deu um resultado acima do esperado. O início da cobrança, na primeira semana de julho, refletiu queda de 66% dos acessos, segundo pesquisa divulgada ontem pelo concorrente Financial Times. Mas, embora o porcentual seja negativo, é inferior aos 90% de queda de acessos que os mais pessimistas previam.

Os grupos editoriais no segmento de todo mundo são observadores atentos do desenrolar dessa decisão. Os resultados da iniciativa de Murdoch, dono também do The Wall Street Journal e da rede Fox de televisão, poderá pautar medidas semelhantes para compensar a queda na venda das edições impressas e a redução na receita publicitária.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.