Propaganda só para inglês ver

Marili Ribeiro

07 de setembro de 2009 | 10h47

Agências no País ligadas às grandes redes globais desenvolvem aqui campanhas que só são veiculadas no exterior

Os profissionais de criação publicitária no Brasil que trabalham para as grandes redes globais veem seus horizontes se ampliarem. Cresce o número de anúncios concebidos no País – às vezes filmados aqui, outras na vizinha Argentina, onde os custos são menores. São campanhas que os brasileiros não veem. Propaganda feita para ser veiculada no mercado externo, mas que carrega um toque de brasilidade.

Vários fatores têm colaborado para isso. O primeiro deles é a retração dos negócios em mercados relevantes, como os EUA, onde houve dispensa de funcionários nas agências e redução de 15,4% dos investimentos publicitários no primeiro semestre ante o mesmo período de 2008. Isso acabou estimulando o aproveitamento de equipes em países menos afetados pela crise onde as redes estão presentes. Caso de Brasil, Índia e China, onde conglomerados como WPP, Interpublic e Omnicom têm afiliadas.

A agência Ogilvy Brasil, que pertence ao grupo WPP, tem desenvolvido aqui, sob comando do vice-presidente de criação Anselmo Ramos, os filmes da Coca-Cola para o chamado “mercado hispânico”. Não só esses, mas também os da empresa de telefonia Motorola. A produção e o planejamento vêm sendo realizados na Argentina, e , no caso da Coca, o atendimento fica em Miami, onde os anúncios também são veiculados.

Mais informações no Estado de hoje (“Propaganda só para inglês ver“) pág. B10.

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