Qual o futuro das marcas Ponto Frio e Casas Bahia?

Marili Ribeiro

05 de dezembro de 2009 | 17h59

O futuro tratamento que será dado às duas marcas mais vistosas – Casas Bahia e Ponto Frio – envolvidas no meganegócio entre as redes varejistas Casas Bahia e o Grupo Pão de Açúcar ainda é incerto. Mas uma resposta sobre os caminhos que as ações de marketing poderão adotar está nas projeções do mercado consumidor desse setor feitas pela consultoria de fusão e aquisição Estáter.

Pelos dados levantados, não haveria grande sobreposição de público, o que permite, no futuro, que a marca Ponto Frio foque seus objetivos nas classes AB, deixando as classes C, D e E para “a sócia” Casas Bahia. Essa possibilidade foi considerada pelo próprio diretor financeiro do Grupo Pão de Açúcar, Enéas Pestana, ao ser questionado sobre o tema.

No estudo que expõe a “complementaridade de posicionamento no mercado de bens duráveis”, a rede Ponto Frio é a que mais atende às classes de maior poder aquisitivo e tem até uma fatia mínima da classe A. A grande disputa concentra-se entre consumidores da classe C. Todos os varejistas desse segmento – das Casas Bahia a Magazine Luiza, Pernambucanas, Ricardo Electro e Insinuante – estão no encalço desse público. “No futuro, talvez possamos dirigir o Ponto Frio para as classes AB e deixar as outros consumidores para as lojas das Casas Bahia”, diz Pestana.

A guerra de comunicação no setor sempre foi acirrada. Tanto que as redes varejistas estão entre os grandes anunciantes do País. As Casas Bahia, por sinal, lideram o ranking dos maiores anunciantes desde 2003. A verba que aparece na listagem Agências e Anunciantes, da Editora Meio e Mensagem, aponta gastos de R$ 1,2 bilhão em 2008, último número disponível.

Mais informações no Estado de hoje (“Marcas buscam extremos de mercado“) pág. B11.

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