Remake também na propaganda

Marili Ribeiro

19 de julho de 2010 | 19h35

Nem só Hollywood vive de fazer remakes dos seus sucessos por falta de histórias originais que cativem o grande público. A publicidade está adotando o recurso. Por enquanto, nos EUA. A protagonista da hora é a indústria de bebidas, e recupera um bem sucedido comercial de 1995 para detonar a eterna rivalidade entre as marcas Pespi e Coca-Cola.

O anúncio da agência americana TBWA Chiat Day, feito para a Pespi, relembra o original que estreou, há 15 anos, no intervalo comercial mais caro da televisão mundial, que é a disputa final do futebol americano Super Bowl. Relata o encontro em uma lanchonete de dois entregadores de refrigerantes. A boa música os aproxima e até permite que um diálogo simpático. Mas a velha rivalidade explode, por condições diferentes nas duas versões, e faz com que a situação acabe do mesmo jeito: em pancadaria.

Na atualização em cartaz, tanto o motorista de caminhão da Pepsi como o da Coca bebem a modalidade sem açúcar. Prática adequada aos novos tempos do império da baixa caloria em nome da boa saúde. Há também a presença do telefone celular e a realização de um vídeo do rival desfrutando o produto. Uma ação impossível no comercial anterior, quando o mundo não era tão conectado. A motivação para o remake foi o mais de um milhão de visualizações que o velho comercial registra no portal YouTube.

Há mais uma coisinha no pique dos novos tempos: a nova edição do comercial convida os espectadores para a rede social Facebook. Sugere que o público debata os méritos da bebida zero caloria e do comercial.

A Antiga:

A nova:

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