Robinho será estrela do comercial da Nike

Marili Ribeiro

22 de maio de 2010 | 17h47

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É mais um filme publicitário da Nike destinado ao sucesso, como aliás tem sido o histórico dessa empresa de artigos esportivos que se destaca por suas ações de marketing. O comercial anterior dessa série, criada pela agência americana Wieden+Kennedy e dirigida por cineastas renomados, da safra de Guy Ritchie já havia agradado. Desta vez, o comercial em sua versão expandida nas redes sociais, em apenas algumas horas, atingiu a marca dos 5 milhões de acessos. São três minutos de tensão entre a eterna dicotomia sucesso/fracasso sob a batuta do mexicano Alejandro González Iñarritu, diretor dos filmes ‘21 Gramas’ e ‘Babel’.

É filme para a Copa do Mundo, logo os garotos-propagandas são os homens que estarão em campo nas disputas da África do Sul. No caso do Brasil, entretanto, a Nike apostou no jogador errado para partilhar da galeria de craques que encenam os momentos de glória e fracasso diante das câmeras de Iñarritu. Como as gravações foram feitas em abril, a Nike convocou o Ronaldinho Gaúcho, ainda forte candidato a integrar a Seleção brasileira. No comercial, ele surge ao lado de Cristiano Ronaldo, Didier Drogba, Wayne Rooney, Fabio Cannavaro. Todos jogadores do portfólio de patrocinados da empresa. Agora, será substituído por Robinho, já que outras novas versões do filme entrarão no ar até e durante a Copa do Mundo.

A estratégia de divulgação dessa campanha faz parte de um amplo projeto que levou 30 meses no desenvolvimento de lançamentos, uma vez que a Copa responde por parte expressiva dos negócios da empresa. O filme estreou no Facebook, mais uma ousadia da empresa. Agora está no YouTube e, hoje, está na televisão comercial.
Denominada ‘Escreva o Futuro’ a peça expõe as manchetes que movem o mundo, medidas pela tensão de um único passe de bola. Uma jogada que pode trazer felicidade eterna ou dor profunda, dependendo do time beneficiado pela arte do jogador em questão.

LAVOISIER

E, como em propaganda nada se cria e tudo se recria, o projeto de mini curtas-metragens na propaganda ganhou espaço no meio publicitário com a série ‘The Hire’, desenvolvida no fins dos anos 90 pela mesma agência da Nike para a indústria de veículos alemã BMW.

Foram oito filminhos dirigidos por cineastas do naipe de Ang Lee, Wong Kar-Wai,  John Frankenheimer, Guy Ritchie, Alejandro González Iñarritu e outros. Cada diretor ganhou liberdade criativa para fazer seu roteiro desde que os carros da BMW surgissem como elementos da narrativa.  A campanha tornou-se um sucesso. Foram visualizados mais de 100 milhões de vezes e, detalhe, num momento em que a internet ainda não contava com movimentos como os das redes sociais. A campanha foi vencedora no Festival de Publicidade de Cannes e passou a integrar a coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

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