Seleção de trainee na mira do marketing

Marili Ribeiro

20 de dezembro de 2009 | 14h23

Os programas de recrutamento de trainees, jovens que passam por treinamento específico em várias áreas das empresas, virou mais uma ação de marketing nas grandes companhias. Se no passado a seleção de pessoal se restringia ao departamento de recursos humanos, agora se espalha pela empresa, consome verba de propaganda e envolve diferentes níveis hierárquicos. Nem os CEOs escapam. Eles participam do processo com a missão de difundir a imagem dos grupos que representam.

“Há um efeito multiplicador da percepção da marca corporativa divulgada diretamente não só para os candidatos à vaga na Unilever, como entre seus parentes e amigos, em especial com o advento das redes sociais, onde os jovens relatam a experiência de participar de todas as fases do processo seletivo”, diz Marcello Willians, vice-presidente de Recursos Humanos da Unilever do Brasil.

Este ano, o processo, que se estendeu por quatro meses, mobilizou 48.600 jovens para 30 vagas, ou 1.620 por vaga. Uma disputa muito mais acirrada do que o concorrido concurso público de auditor da Receita Federal, que teve 160 candidatos por vaga na última prova.

“Fizemos várias divulgações em sites, anúncios em mídia impressa e palestras em universidades para apresentar as nossas propostas de valor para os potenciais candidatos”, conta Adriano Lima, diretor de Gestão Corporativa de Pessoas do Itaú Unibanco.

“Sem dúvida, toda essa mobilização dá visibilidade à marca Itaú Unibanco. Este ano, por exemplo, estamos falando diretamente com 34 mil jovens inscritos. Há dois anos, não existiam verbas de publicidade para atrair atenção para esses processos seletivos. Isso mudou, assim como o nível de exigência e o tratamento dado ao programa de trainees.”

Mais informações no Estado de hoje (“Seleção de trainee vira ação de marketing“) pág. B17.

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