Em defesa da humanidade

Marili Ribeiro

26 de junho de 2009 | 10h46


Kofi Annan veio pedir engajamento em defesa do planeta

Com um calor de quase 30 graus, a escultura em gelo instalada à frente da principal entrada do Palais des Festivals, em Cannes, não demorou a começar a derreter. A situação criada chama a atenção para a campanha pela busca de maior “justiça climática”, lançada durante o Festival de Publicidade. Com a proposta de mobilizar o mundo para as consequências do aquecimento global, que altera a geografia do planeta, a iniciativa levou Kofi Annan, presidente do Fórum Humanitário Global e ex-secretário-geral da ONU, à costa francesa para alertar o público das agências. A forma de ajudar é adotar um selo da campanha em suas ações de marketing. A campanha, desenvolvida em cima da sonoridade do relógio e seu eterno ‘tck tck tck’, tem a assinatura ‘Time for Climate Justice’ e foi criada pela agência Euro RSCG.

Com disse o músico Bob Geldof, fundador do projeto Live AID e parceiro nessa ação mobilizadora, se não forem tomadas providências para reduzir já em 50% a emissão de gases poluentes, até 2050, a humanidade vai desaparecer. O tom dramático assusta. Mas Geldof não vê meio termo. Os argumentos apresentados pelos organizadores do evento mereceu aplausos entusiamado da platéia. E, com a mesma ênfase da busca por “engajamento” de consumidores nas redes sociais e afins, que dominou as conversas durante a semana no Festival de Cannes, a ordem é difundir o convecimento de que países como os EUA devem assinar ações como a do tratado Kyoto pela redução da emissão de gases poluentes.

A base da mobilizaçao mundial da ‘Climate Justice’ está acessível do site da campanha timeforclimatejustice.org.

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