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Tudo contra a celulite

Marili Ribeiro

05 de novembro de 2009 | 16h16

Rhodia
Elizabeth Haidar

A Rhodia Poliamida Fibras, unidade do grupo multinacional francês que fornece fios sintéticos para a indústria da tecelagem, espera resposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)sobre o pedido de regularização de uma fibra. Fato que é inédito. A empresa quer referendar as funções benéficas à saúde que o tecido feito com a tal fibra apresenta, entre as quais há uma que é muita cara ao universo feminino: combate às temidas celulites.

A decisão de buscar o órgão público é uma tentativa impulsionar os negócios com os chamados tecidos inteligentes, nos quais a companhia aposta somente no Brasil, já que, nos últimos anos, saiu desse segmento nos países em que estava presente priorizando o setor químico. “O Brasil é hoje o produtor mais competitivo em fibras naturais ( algodão), e, graças aos investimentos no novo polo petroquímico em Pernambuco – que terá destaque na texturização de fios têxteis –, o País aumenta sua expressão no setor têxtil e não há porque temer à concorrência asiática e chinesa”, diz Francisco Ferraroli, diretor da Rhodia e presidente da Associação brasileira dos Fabricantes de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas ).

Se a Anvisa adotar a norma de controle sanitário também para insumos, hoje não faz parte do atual escopo de validações, a Rhodia poderá propagandear as vantagens introduzidas a partir do uso do Emana, nome de batismo do fio. Fará isso sem correr o risco de ser criticada por publicidade enganosa.

No exterior, tecidos confeccionados com Emana vem sendo comercializados há alguns meses em 15 países, entre os quais França, Reino Unido, Espanha, Coreia e México. Todos produzidos pelas 20 tecelagens brasileiras homologadas pela Rhodia para fabricar o produto.
A divisão têxtil da Rhodia quer voltar à mídia nos padrões que já teve no passado nas passarelas da moda. Após cinco anos afastada dos investimentos publicitários contratou a agência Átomo Comunicação, que começa com ações graduais para incentivar o consumidor a verificar na etiqueta a presença de fios Rhodia. É um recurso de marketing conhecido, com bons resultados no passado. Que o diga a gigante americana DuPont, que usou e abusou dessa tática para difundir a marca Lycra quando de seu lançamento.

A preocupação em se diferenciar no segmento dos tecidos inteligentes tem sido bem aceita lá fora. Quando a Rhodia informou à Bolsa de Valores de Paris, onde suas ações são negociadas, sobre os avanços do projeto de lançamento da matéria-prima para auxiliar no combate às celulites, as cotações da empresa dispararam. “Desde então, venho recebendo e-mails até do Butão pedido mais detalhes”, conta divertida Elizabeth Haidar, gerente de marketing da empresa. “Não há dúvida que o assunto sensibiliza”.

No mercado nacional, há um concorrente no ramo de combate às celulites, as bermudas Invel. A gerente da Rhodia explica que existem diferenças estruturais entre os produtos. No caso do Emana, as micropartículas emissoras de infravermelho longo, que são capazes de imprimir aos artigos têxteis características terapêuticas como combater a fadiga muscular e melhorar a elasticidade da pele, fica impressa na estrutura do fio e não apenas na trama do tecido. Isso daria mais longevidade aos efeitos. A substância química inserida dentro do fio Emana é resultante da fusão de vários elementos como alumínio, platina, titânio e magnésio.

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