Tuitorama, a fantasia da velocidade na rede

Marili Ribeiro

15 de fevereiro de 2010 | 17h25

Autorama virou sinônimo de categoria. Tornou-se uma espécie de “Bombril” da empresa de brinquedos Estrela. A marca existe há 60 anos e segue habitando o inconsciente coletivo masculino. Garotos estreiam no universo dos autódromos e seus motores potentes em alta velocidade nas pistas fantasia de um Autorama.

Desde que foi criado, o brinquedo vendeu mais de três milhões de unidades. “É um ícone dos pais que fazem questão de transferir para os filhos”, diz Aires Leal Fernandes, diretor de marketing da empresa.

E, para não perder apelo em um mundo repleto de traquitanas digitais, o Autorama vem embutindo tecnologia em suas pistas de corrida para os carrinhos miniatura. Hoje, os pilotos de controle remoto têm regras que impedem, por exemplo, queimar a largada. Se infringirem a norma clássica das corridas, perdem o controle do automóvel.

Modernizado, o Autorama resolveu também repaginar sua comunicação. Foi assim que nasceu o “tuitorama”. A agência DM9DDB propôs, e a Estrela topou, promover um jogo acionado por meio da rede social Twitter. A proposta é simples. Os usuários do Twitter recebem diariamente palavras que comandam os carros na pista que fica na sede da Estrela. No fim do dia são somados os pontos e anunciados os vitoriosos. Os próximos passos da ação de marketing ainda não foram definidos. Em 26 dias, 16 mil pessoas acessaram o hotsite (www.tuitorama.com.br). Foram postados mais de 47 mil “twitts”, ou comentários, sobre o jogo, e 426 pilotos entraram na disputa, dando 5,1 mil voltas.

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