Dez Perguntas Pós-Impeachment

Monica de Bolle

06 de setembro de 2016 | 14h52

Passada uma semana do impeachment de Dilma Rousseff, impeachment estranho com acordo esquisito, parece razoável afirmar que nesse pós-impeachment há mais perguntas do que respostas. Proponho aos leitores, portanto, a leitura desse post. Post de perguntas, sem qualquer vislumbre de respostas.

  1. Quais serão as repercussões do impeachment de coalizão tramado por Renan, Lewandowski, a bancada do PT, Dilma, Lula, e outros tantos mais?
  2. A base aliada de Michel Temer está rachada?
  3. Há problemas na articulação interna do PMDB?
  4. Por que Henrique Meirelles, depois de tanto propalar a importância da reforma da Previdência, disse que não há pressa em levá-la ao Congresso?
  5. Quais os riscos para a proposta de emenda constitucional que prevê a criação do teto para os gastos?
  6. Será o teto erguido com graves problemas de infiltração?
  7. Como as revelações de infiltrações funestas nos principais fundos de pensão influenciará as perspectivas para o investimento de longo prazo? Para o crescimento?
  8. Por que o Banco Central tem tanto temor de reduzir os juros em quadro ainda recessivo, como revelou a ata da última reunião do Copom?
  9. Como uma economia com taxa de juros real de 8,5% — oito vírgula cinco por cento de juros depois de descontada a inflação — fará para crescer?
  10. Será mesmo possível para o governo Temer conquistar legitimidade por desempenho em tão pouco tempo diante dos imensos desafios que a economia, a política, as feridas abertas do impeachment apresentam?

E, a pergunta que realmente não quer calar: os sapatos chineses de Michel Temer são mesmo tão importantes assim?

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