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Para entender os concursos públicos

Economia & Negócios

08 de março de 2012 | 14h59

Quem decide estudar para tentar uma vaga na carreira pública pode estranhar, no início, alguns termos e regras específicas dessa área. E compreender todos os detalhes dos certames (veja só, um dos apelidos dos concursos) é fundamental para conseguir a almejada vaga.

Todo concurso público começa com a publicação de autorização no Diário Oficial. Isso porque os salários pagos aos servidores públicos precisam estar previstos nos orçamentos das prefeituras, estados e governo federal.

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Depois disso, há um prazo máximo de seis meses para a publicação do edital, o documento que contempla todas os detalhes que você precisa saber para se dar bem na prova. Então, sempre que ouvir que um concurso foi autorizado, você sabe que ainda há algum tempo para estudar até a publicação do edital (que por sua vez estipulará uma data ainda mais à frente para a prova).

Achou a taxa de inscrição cara? Saiba que é possível pedir isenção de pagamento. Na maioria das vezes, os concursos abrem essa possibilidade para os candidatos que estão desempregados, embora existam algumas curiosidades. O concurso da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, por exemplo, isenta de pagamento quem tiver doado sangue pelo menos três vezes nos últimos 12 meses. Mas preste atenção: o período para pedir o benefício costuma ser menor do que a ‘janela’ para se inscrever no concurso.

Ainda no edital, não esqueça de checar com cuidado algumas informações. A primeira é se você tem todas as qualificações exigidas pelo concurso. Muitas vezes, não basta ter diploma superior em determinada área, mas também um período de experiência. A exceção costuma ser nos concursos para Ensino Fundamental e Médio. Nos dois últimos casos, contudo, preste atenção também às disciplinas exigidas pelo concurso, pois algumas delas podem ser mais técnicas (como legislação) e exigir preparação extra.

Um item que costuma gerar confusão nos concurseiros de primeira viagem é o chamado cadastro de reserva. Quando um concurso diz que seleciona para cadastro de reserva, significa que você está fazendo prova para entrar numa lista que, futuramente, será consultada para o preenchimento de vagas que forem abertas. Ou seja, não haverá contratação imediata, o que também não é motivo para desânimo. Conversei recentemente com o Banco do Brasil sobre o último concurso para cadastro de reserva no cargo escriturário e eles me disseram que as nomeações costumam ser ‘dinâmicas’ no banco. Isso acontece porque é preciso repor os funcionários que se aposentam e contratar outros quando novas agências são abertas.

Por fim, um dado importante: a validade máxima de um concurso é de dois anos. Isso significa que mesmo ‘fugindo’ do cadastro de reserva, você pode esperar um bom tempo até ser chamado. Mas isso pode ser uma boa notícia: após a convocação do total de candidatos estipulado no edital, o órgão público pode aproveitar os demais candidatos que já foram ‘testados’ para repor vagas ou suprir novas necessidades. Claro que há muitas brigas judiciais em torno das nomeações. Mas isso é assunto para outro post.

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