A injustiça dos bancos…

Tânia Rabello

16 de dezembro de 2011 | 12h49

Descobri há pouco, olhando o extrato da minha conta, que um débito indevido feito no dia 15 de novembro ainda não foi estornado. O desconto era de uma anuidade inventada de um cartão de crédito que eu nunca pedi e que nunca chegou.

Então, liguei na central de atendimento do banco e depois de vinte minutos de explica, reexplica e tenta outro método de explicação, a atendente conseguiu entender e trouxe a resposta. “O estorno foi feito na fatura deste mesmo cartão.” Mas que cartão? Aquele que eu nunca pedi, nem nunca chegou? Então o crédito foi feito para quem, se não há débito na fatura?

Enfim, conseguimos uma solução: o crédito será feito na conta corrente em até dois dias úteis, que começam a contar na segunda-feira.

E aí decidi fazer uma conta. Se fosse eu, cliente, que atrasasse o pagamento do cartão de crédito em 35 dias, quanto teria de pagar a mais como punição? O débito indevido feito na minha conta foi de R$ 39,50 — era a primeira de quatro prestações de anuidade.

Depois de 35 dias de mora, juros, rotativos, e todos esses nomes complicados que colocam em algo tão rotineiro como o cartão, os R$ 39,50 seriam algo como: R$50,88. Rentabilidade de pouco mais de 28%.

Melhor que qualquer investimento.

Bom negócio mesmo é abrir um banco.

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