Alta do dólar: há mais malefícios do que benefícios para o consumidor

Yolanda Fordelone

17 de junho de 2013 | 14h24

A alta do dólar nas últimas semanas, a despeito das medidas do governo para tentar segurar a cotação, traz benefícios e malefícios para a economia. Do ponto de vista das exportações, a alta é benéfica pois ajuda a aumentar as vendas, visto que a moeda dos estrangeiros está mais forte que o real. Olhando pelo lado do consumidor, turista e investidor, porém, a notícia pode não ser tão boa. Veja abaixo quais as consequências da alta da moeda americana:

1) Turismo: viajar para o exterior fica mais caro para o brasileiro, visto que o Real desvaloriza-se. Além disso, deve-se levar em conta que o câmbio de turismo, em geral, fica de R$ 0,10 a R$ 0,15 mais caro que o oficial. Ainda assim, se for levado em consideração o câmbio oficial, um turista que iria gastar US$ 2 mil há cinco anos, em julho de 2008, iria desembolsar R$ 3.260 na  compra da moeda, quando a conversão era de R$ 1,63. Atualmente, já seriam R$ 4.300 com o câmbio no patamar de R$ 2,15.

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2) Importação: o preço dos produtos importados acompanha a alta do dólar. Assim, se o consumidor é acostumado a fazer compras em sites de fora do País pode esperar uma fatura maior do cartão nos próximos meses.

3) Inflação: como parte da demanda de alguns produtos é suprida pela oferta de bens importados, alguns itens, em especial eletrônicos, também podem sofrer alta de preços em reação à valorização do dólar.

4) Investimento: em teoria, o dólar mais forte faria com que o estrangeiro enxergasse o mercado. O movimento do fluxo de capitais, porém, é imprevisível, pois depende de outros fatores que não somente o câmbio. Quem investiu em fundos cambiais sente agora sua carteira se valorizar,mas a aplicação continua a ser indicada somente para quem tem dívida em dólar. A oscilação das cotas dos fundos é alta.

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