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Aplicativo desafia jogador a responder perguntas sobre finanças e poupar moedas

Yolanda Fordelone

26 de setembro de 2013 | 16h15

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Chega hoje ao mercado brasileiro um aplicativo gratuito que promete fazer as pessoas refletirem sobre suas finanças. Inspirado em jogos de competição, em que para abrir mais fases o jogador precisa pontuar, o “Missão Positivo” traz como desafio diversas perguntas sobre crédito.

A FICO, empresa de softwares analísticos que desenvolveu o jogo, diz não ter interesse financeiro no game, por enquanto. “Entre 60% e 70% da receita da empresa vem de serviços financeiros fornecidos a bancos, empresas de cartões de crédito e outras. É interessante educar financeiramente a população porque o cliente educado é o melhor cliente”, diz o vice-presidente e gerente geral da FICO para América Latina e Caribe, Robert Duque-Ribeiro. Ele menciona que 46% da população ainda está fora do sistema financeiro e a tendência é que com a mobilidade social aumente o número de pessoas interessadas em produtos como cartão de crédito e financiamento. O nome do aplicativo inclusive remete ao Cadastro Positivo, implantado neste ano no País.

Aliando o bom momento de crescimento de renda, que causa a entrada de milhões de pessoas na classe média, ao alto número de vendas de smartphones (somente na TIM representam 78% das vendas), a FICO resolve apostar na educação financeira via aplicativo, disponível para os sistemas Android e iOS. Não é preciso fazer um cadastro. Basta baixá-lo e começar a responder a série de perguntas, como por exemplo qual a taxa de juros do seu cartão de crédito.

Parou para pensar ?

A ideia é justamente essa. Mesmo que as questões não sejam tão simples de responder de prontidão, o objetivo é fazer com que o usuário pesquise e perceba que paga caro pelos serviços, qual é a melhor maneira de organizar pagamentos e outras dúvidas que surgem no mundo financeiro. Conforme responder as perguntas, o jogador ganha moedas para abrir novos questionamentos, no estilo do que é o Candy Crush, em que ao cumprir missões há novas fases.

“Queremos que se torne um viral, que as pessoas entrem em competição com amigos no número de moedas”, diz Ribeiro. A empresa quer ter o feedback dos usuários e entre um ou dois meses aprimorar o aplicativo e desenvolver novas versões com novos temas, como fraude no cartão.

Nos EUA, a empresa já possuía o FICO Score, sistema de pontuação em que o bom credor ganha mais pontos e assim é melhor visto pelas instituições financeiras. No entanto, não havia nada desenvolvido para celulares. O Brasil funcionará como um laboratório para outros possíveis mercados, como México, China, Índia e África do Sul. Foram investidos US$ 130 mil no aplicativo e o objetivo é figurar entre os 100 mais baixados em dois meses.

 

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