Bovespa fecha o semestre em queda de mais de 20%

Yolanda Fordelone

28 de junho de 2013 | 10h31

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Ibovespa acumula queda de 21,89%, até o fechamento de ontem.

Foto: Reprodução AE Broadcast

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechará o semestre em queda de mais de 20%, o que será o pior resultado desde o segundo semestre de 2008, quando registrou baixa de 42,25%. Até o fechamento desta quinta-feira, 27, o Ibovespa acumulava desvalorização de 21,89%, tendência que, ao que tudo indica, não será revertida nesta sexta-feira,  já que vive mais um dia de baixa.

Se o investimento em ações não se mostrou lucrativo nesse começo de ano, o dólar, por outro lado, lidera o ranking dos investimentos. A moeda norte-americana subiu 7,33% até o fechamento de ontem. Veja abaixo o desempenho de cada aplicação em junho e no semestre, de acordo com cálculos do administrador de carteiras Fábio Colombo.

 RANKING DE INVESTIMENTOSRentabilidade
AplicaçãoSemestreJunho
Dólar7,33%2,24%
Euro5,88%2,58%
Títulos indexados ao IPCA (indicativo)4,90%De 0,60% a 0,75%
Fundos DI (média)3,57%De 0,5% a 0,65%
Títulos indexados ao IGPM (indicativo)3,28%De 0,95% a 1,10%
Poupança2,56%0,46%
Fundos de Renda Fixa  (média)2,53%De 0% a 0,15%
Bolsa-21,89%-11,02%
Ouro-21,92%-9,62%

A título de comparação, a inflação oficial do IPCA subiu 3,21% no semestre. O IGP-M, que corrige os contratos de aluguel, avançou 1,75% no período. Vale lembrar que a rentabilidade dos fundos e dos títulos públicos é bruta, sem considerar o desconto do Imposto de Renda e da taxa de administração.

“Em junho, as apreensões sobre a retirada dos estímulos fiscais pelo Fed se intensificaram, devido à recuperação da economia americana; fato que fortaleceu o dólar frente às demais moedas e provocou fortes baixas nas bolsas”, comentou Colombo em seu relatório semestral.

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O administrador calcula que, em termos estatísticos, a projeção para os próximos 12 meses, com nível de 95% de confiança, volatilidade do último ano e inflação projetada, é de que o Ibovespa tenha um ponto médio de 68 mil pontos (alta de 43%), sendo o máximo de 97 mil pontos (alta de 104%) e mínimo de 48 mil pontos (estável).

Em relação ao dólar, que lidera o ranking, Colombo diz que a moeda segue como uma opção para diversificar o portfólio de investidores com perfil conservador e moderado, que tenham visão de longo prazo.

Os imóveis comerciais, opção de aplicação de alguns investidores, continuam a perder fôlego devido à desaceleração da economia.

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