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Bovespa lidera ranking dos investimentos em março; ouro aparece na lanterna

Yolanda Fordelone

31 de março de 2014 | 09h10

A queda da presidente Dilma Rousseff na última pesquisa de intenção de votos deu um impulso à Bolsa brasileira, que deve fechar o mês de março na liderança do ranking dos investimentos. Em um levantamento prévio,  a Bovespa acumula alta de 5,68% em março, até o dia 28. O resultado final do ranking será conhecido após o fechamento do mercado nesta segunda-feira, 31.

Segundo o administrador de carteiras Fábio Colombo, em março o mercado internacional foi surpreendido com a crise na Ucrânia e anexação da Criméia pela Rússia, o que levou as bolsas a oscilarem muito, com receio de desdobramentos econômicos e bélicos de maior vulto. A crise continua sem uma solução diplomática.  Em função disso, a maioria dos mercados acionários acabou apresentando grandes oscilações, com retornos, em dólares, na faixa da – 4 a 9%.

Para alguns, especialistas, porém, a crise na Ucrânia não foi de todo mal para o Brasil, pois teria havido uma fuga de capitais da Rússia. Neste cenário, a Bovespa foi uma das escolhidas pelos investidores estrangeiros para as novas aplicações.

No ano, porém, as melhores aplicações são o ouro e os títulos públicos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A boa notícia é que nesta comparação, nenhuma aplicação está no terreno negativo.

Em abril, algumas variáveis devem ser acompanhadas pelo o mercado, de acordo com Colombo. Entre elas, estariam a evolução do debate sobre o aumento dos juros e o processo de retirada de estímulos, pelo Fed, à economia americana, e suas consequências para a economia mundial, os dados reais sobre o crescimento das economias da China, EUA e Europa, a evolução da crise na Ucrânia e o caso Petrobrás na compra da refinaria Pasadena.

 

 

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