Com alta do juro, brasileiro aumenta em 12 meses o prazo de financiamento de imóveis

Prazo médio das concessões aumentou em 12 meses, passando para 327 meses ou 27 anos, segundo dados do Banco Central

Yolanda Fordelone

27 de fevereiro de 2014 | 13h23

Com o preço elevados dos imóveis em algumas capitais do País e a alta do juro cobrado no crédito, ficou mais difícil para o brasileiro fechar o orçamento. Para acertar as contas, os tomadores de crédito resolveram alongar o pagamento do financiamento imobiliário. Entre janeiro de 2014 e o mesmo mês no ano passado, o prazo médio das concessões aumentou em 12 meses, passando para 327 meses ou 27 anos, segundo dados do Banco Central.

Parte da explicação está no próprio juro cobrado no financiamento. A taxa subiu de 8% em janeiro de 2013 para 9,6% em janeiro deste ano. O juro básico da economia (taxa Selic) avançou 2,75 pontos em 2013, encerrando o ano em 10% ao ano.

A tendência ainda é de mais altas do juro até o fim do ano. Nesta quarta-feria, 26, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 10,75% ao ano. Para dezembro, analistas ouvidos no Relatório Focus, esperam um juro de 11,25% ao ano.

Assim como não é indicado a pessoa comprometer uma parcela muito grande da renda no financiamento (mais de 30%), também não é recomendado que o prazo de pagamento seja tão elevado. O melhor em todos os casos, dizem especialistas, é utilizar o dinheiro do FGTS e de outras poupanças para dar uma entrada maior no bem e financiar uma quantia menor e por menos tempo.

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