Com juro baixo, pessoas alugam mais ações na Bolsa

Yolanda Fordelone

17 de agosto de 2012 | 15h49

Cada vez mais conhecido pelos investidores, o aluguel de ações é uma oportunidade para garantir um rendimento extra na bolsa. Dados da BM&FBovespa mostram que o volume dessas operações atingiu R$ 458 bilhões entre janeiro e julho deste ano, o que representa um crescimento de 17% sobre o mesmo período do ano passado.

A operação começa quando o acionista informa à corretora que pretende alugar sua carteira ou parte dela. Podem ser negociadas ações, debêntures e até mesmo os fundos de índice (ETFs). A corretora faz a intermediação com a outra ponta do negócio, o tomador.

VEJA UM INFOGRÁFICO SOBRE A OPERAÇÃO

Pelo empréstimo da ação, o doador receberá do tomador um aluguel, que atualmente pode chegar a 29% ao ano sobre o valor do papel. O tomador, por sua vez, terá ganho se o valor da ação cair até o fim do contrato.

Um exemplo mostra como funciona: um doador aluga ao tomador uma ação de R$ 10 e cobra um aluguel de 20% sobre o valor. O tomador recebe a ação de R$ 10 e vende no mercado. Na data do encerramento do contrato, ele recompra para devolvê-la ao doador. Se o preço tiver caído, ele ganhará a diferença.

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