Conheça 3 aplicações que são indicadas (ou não) no cenário de alta da taxa de juro Selic

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Conheça 3 aplicações que são indicadas (ou não) no cenário de alta da taxa de juro Selic

Yolanda Fordelone

04 de março de 2015 | 08h55

(Texto atualizado às 21h)

Como vem ocorrendo desde outubro de 2014, o Copom elevou mais uma vez o juro básico da economia (taxa Selic) na reunião que acaba na noite desta quarta-feira, 4. Agora, a Selic está em 12,75%. Diante desse cenário, veja três aplicações que são indicadas e outras três não sugeridas por especialistas:

? Tesouro Direto: Títulos públicos vendidos de maneira online que representam a dívida do governo brasileiro com o investidor que os comprou. Podem ser prefixados (juro acordado no momento da compra), pós-fixados (rentabilidade acompanha a Selic) ou de inflação (pagam um juro fixo mais inflação do período). No cenário de alta do juro, os pós-fixados são sugeridos. Os de inflação também aparecem como boa opção pelo cupom (juro fixo pago ao investidor) estar em um patamar elevado e a perspectiva de alta dos preços para este ano estar acima de 7%.

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? Fundos conservadores: Fundos de renda fixa, curto prazo e referenciados DI investem em títulos públicos. Portanto, ao aplicar em um fundo destas famílias você estará na verdade aplicando indiretamente em papeis do governo. Se a Selic sobe, aumenta também a rentabilidade destes. Fundos cujas carteiras tenham maior concentração em papeis pós-fixados tendem a performar melhor neste ano.

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? LCI, CDBs e outros títulos bancários: Títulos bancários, como LCI, LCA e CDB, tendem a oferecer maior rentabilidade em um cenário de alta do juro.  Isso porque o CDI – índice que baliza essas aplicações – acompanha a Selic. Ou seja, se a taxa sobe,  aumenta também o CDI.  Todos esses papeis representam uma dívida que o banco tem com o investidor e pagará no futuro, na data acordada ou quando o aplicador pedir o resgate do título.
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X Caderneta de poupança: O investimento mais popular entre brasileiros se torna menos atrativo com a alta do juro. Isso porque outras aplicações de baixo risco (como as citadas acima) oferecem maior retorno. Neste ano, em especial, a poupança tende a perder até da inflação caso a expectativa dos analistas, de que o IPCA fechará acima de 7,47%, se confirme. A poupança paga apenas 0,5% ao mês mais variação da Taxa Referencial, o que neste ano deve dar algo perto de 7%. Na prática, se perder da inflação, o investimento causará uma perda de poder de compra do consumidor já que os preços de produtos e serviços subirão mais do que a rentabilidade de seu patrimônio.

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X Dólar. A juro alto em geral atrai mais investidores estrangeiros ao País, o que aumenta a oferta de dólar no mercado e faz com que a cotação caia. Independentemente deste movimento, porém, a moeda não é indicada como aplicação, exceto em casos em que o interessado tem dívidas em dólar ou um compromisso futuro (como uma viagem).

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X Bolsa. A lógica do investidor é a seguinte: se eu posso ganhar mais de 12% em uma aplicação conservadora, para apostar em um investimento arriscado, como ações, o retorno tem de ser muito maior que isso. O problema é que quanto maior o juro mais difícil fica para as aplicação arriscadas conseguir um retorno maior. Em um cenário econômico positivo – com a economia crescendo e as empresas investindo – a relação entre renda fixa e bolsa não é tão direta, mas com estrangeiros sacando recursos e investidores nacionais movimentando pouco dinheiro no mercado acionário, ações tendem a se tornar menos atrativas com a alta do juro.

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