Cresce número de reclamações contra sites chineses; veja 7 cuidados nas compras online no exterior

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Cresce número de reclamações contra sites chineses; veja 7 cuidados nas compras online no exterior

Código de Defesa do Consumidor só se aplica em alguns casos, como quando a empresa possui representante no Brasil

Yolanda Fordelone

16 de setembro de 2014 | 14h54

computador539

Foto: Stock Stock

O segredo do sucesso de sites chineses no Brasil é bem conhecido pelos consumidores: o baixo preço. Mas apesar da vantagem financeira que a compra aparentemente apresenta, vem crescendo o número de reclamações contra os principais sites da China.

Contra o Alibaba, por exemplo, que abrirá capital nesta sexta-feira, 19, eram 8 reclamações em 2012 contra 163 no ano passado no site Reclame Aqui. Em 12 meses, já somam 360. Nenhuma foi respondida. Contra o Deal Extreme, outro site popular entre brasileiros, foram 89 em 2012 e 462 em 2013, mas o índice de resolução é melhor, já que todas as reclamações foram respondidas. Em 12 meses, há 1.749 queixas.

Entre as reclamações mais comuns estão entrega atrasada, chegada de um produto errado e compra não entregue. O que muitos brasileiros não sabem ao adquirir algo lá fora é que seus direitos, compilados no Código de Defesa do Consumidor (CDC), nem sempre se aplicam. E mesmo que algo possa ser feito, a dor de cabeça é grande. Se houver problemas na entrega a solução pode ser demorada ou nem ocorrer, segundo órgãos de defesa do consumidor.

Com informações do Procon-SP e do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), listamos abaixo alguns cuidados nas compras em sites estrangeiros:

1) Veja se o site possui representante no Brasil ou se o produto é importado por alguma empresa localizada aqui, pois nestes casos o CDC pode ser aplicado;

2) Confira a opinião de outros consumidores antes de efetivar a compra;

3) Cheque se há um bom canal de atendimento, com chats, e-mail e telefone (de preferência no Brasil, mas, se não houver, no exterior). Em caso de problema na entrega, o canal de atendimento pode facilitar;

4) Comprar produtos de marcas que têm assistência técnica no Brasil é menos arriscado 

5) Avalie se, após a incidência de todos os impostos (o imposto de importação para muitos produtos, como eletrônicos, é de 60%), além dos custos com transporte e frete, vale mesmo a pena comprar em um site estrangeiro;

6) Avalie a urgência da compra. As entregas em geral são demoradas, podendo levar até três meses para chegar;

7) Imprima ou guarde os comprovantes da compra (número do pedido, preço final, condições de venda, etc).

Tudo o que sabemos sobre:

comprasDireito do Consumidor

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.