Dá para viver sem crédito?

Tânia Rabello

30 de março de 2010 | 14h34

Já imaginou sua vida sem crédito? No mundo em que vivemos é difícil pensar nas finanças sem dividir, parcelar, financiar. A vontade de comprar é tanta que não nos seguramos, tampouco poupamos. Além disso, os lançamentos de novos produtos aguçam o “ter”. Veja abaixo a opinião sobre o assunto da especialista em finanças pessoais Claudia Kodja, diretora da Kodja Informações e Investimentos. Clique aqui e leia também uma matéria que traz exemplos de cidadãos que só compram se for à vista.

 

Há pessoas que não gostam de pedir crédito ou de dividir o pagamento de compras, para evitar prestações. O que a senhora acha desse método de lidar com as finanças?

Temos que respeitar o perfil de relacionamento estabelecido entra cada cidadão e o mercado financeiro. Porém, na economia contemporânea é importante ressaltar que tanto um país, quanto empresas e indivíduos necessitam de um certo nível de “alavancagem” ou endividamento durante determinados períodos, para que seu crescimento patrimonial seja otimizado. Portanto a postura de “não endividamento” absoluto, sob meu ponto de vista, não favorece a formação de patrimônio do cidadão, especialmente quando é jovem e procura adquirir os primeiros bens imobilizados.

 

Mas é possível viver sem crédito?

Acredito que seja possível viver sem se endividar para um grupo específico de pessoas, no entanto, não acredito que seja saudável. Reitero que a acumulação patrimonial na economia contemporânea passa por certo grau de endividamento. 

 

Essa maneira de viver exige mais organização? Por que?

Organização e atenção são comportamentos requeridos a qualquer um que queira se relacionar de forma saudável e construtiva com o mercado financeiro. Claro que, não cair na tentação de antecipar uma compra  exige uma disciplina extra e principalmente controle emocional.

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