Dólar: compras parceladas evitam que o turista pague caro

Yolanda Fordelone

05 de junho de 2013 | 14h06

A proximidade das férias do meio de ano trouxe uma surpresa ao turista que pretende viajar ao exterior. O dólar anda subindo e, na semana passada, chegou a atingir o maior nível em quatro anos. Nesta semana, a moeda retornou a um patamar um pouco mais baixo, mas ainda assim anda volátil. A sugestão para quem precisa comprá-la é fazer essa aquisição aos poucos, evitando assim comprar tudo de uma vez em um momento em que a cotação esteja alta.

Compras semanais ou quinzenais são indicadas para que o turista faça o chamado preço médio. Ele pode não comprar na cotação mais baixa, mas também não pagará o valor mais alto. Abaixo, as maneiras mais comuns de comprar dólar:

Moeda física: o interessado pode levar uma parte do que pretende gastar em notas físicas. Para isso, basta ir a uma casa de câmbio autorizada pelo Banco Central do Brasil. Para quem possui um celular com sistema IOS ou Android, há um aplicativo que mostra o local mais próximo de câmbio. A taxa de compra, de IOF, é de 0,38%.

Travel Money: os cartões pré-pagos têm se tornado cada vez mais comuns pela segurança que oferecem, além de propiciarem um controle melhor dos gastos. O turista também deve procurar uma casa de câmbio para solicitá-lo. A maioria não cobra nada na emissão. Antes de viajar basta transferir certa quantia para a casa e esta irá carregá-la no cartão. Caso o dinheiro acabe no meio do passeio, é possível que um familiar que esteja no Brasil faça uma nova recarga ou você mesmo, pela internet banking, faz uma transferência.

As bandeiras mais comuns são a Visa (Visa Travel Money) e Mastercard (Cash Passport). Em ambas, é possível acompanhar o saldo pela internet. Com o cartão, você pode realizar saques na moeda do país onde está (sendo cobrada uma tarifa) ou pagar compras no débito (sem a cobrança de nenhuma tarifa). Antes de escolher a bandeira vale à pena checar se ela atende o país de destino. A maioria dos países são cobertos por ambas, mas em alguns uma bandeira é mais aceita em detrimento da outra. O IOF também é de 0,38%, como no dinheiro vivo.

Cartão de crédito: sempre vale à pena levar um, para casos de emergência. Porém, este é o meio de pagamento mais caro para o turista, já que é cobrada uma taxa de 6,38% de IOF, sobre cada compra. O cartão de crédito tem como vantagem ser seguro, já que o turista não precisa ficar andando com dinheiro na carteira, mas deve ser usado moderadamente, devido ao alto custo.

 

 

 

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