Fundos que seguem a Selic foram a grande aposta de investidores nos últimos 12 meses

Em 12 meses, a captação líquida dos fundos DI somara R$ 27,9 bilhões, a maior entre as categorias consideradas conservadoras

Yolanda Fordelone

29 de maio de 2014 | 10h18

Apesar de a Selic ter sido mantida em 11% ao ano na reunião desta quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) – o que na prática vai manter os ganhos de aplicações de renda fixa inalterados -, os fundos que seguem a taxa básica de juros, os chamados fundos DI, foram a grande aposta dos investidores nos últimos 12 meses.

No período, a captação líquida dos fundos DI – aplicações menos resgates – somara R$ 27,9 bilhões, a maior entre as categorias consideradas conservadoras. Tais fundos seguem a variação do CDI, que por sua vez é atrelado à variação da Selic. Por regra, estes fundos devem ter pelo menos 95% da carteira atrelada a títulos que seguem o CDI ou Selic, em geral títulos pós-fixados.

A estratégia se mostrou boa nos últimos 12 meses. A Selic subiu 3 pontos porcentuais. Em maio de 2013, estava em 8% ao ano, contra os atuais 11% ao ano. A alta do juro se refletiu na rentabilidade. Os fundos DI renderam 9,54% em 12 meses. Fundos de renda fixa, que possuem parte da carteira atrelada a títulos prefixados, renderam menos: 9,07%. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais  (Anbima), até 23 de maio.

Segundo analistas ouvidos no Boletim Focus dessa semana, relatório do Banco Central, o juro não deve apresentar mais grande alta até o fim do ano. A projeção é que 2014 se encerre com a Selic a 11,25% ao ano. Resta saber para onde o investidor irá correr agora.

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