Investidores reveem estratégias no Tesouro Direto

Yolanda Fordelone

31 Outubro 2012 | 09h54

Investidores pessoas físicas pisaram no freio nas aplicações do Tesouro Direto neste ano. A queda da rentabilidade, devido ao recuo da taxa básica de juros (Selic); a mudança na poupança; e até mesmo a valorização de alguns títulos específicos estão fazendo os aplicadores reverem suas estratégias. No resultado final dessa mudança, há menos investidores ingressando na aplicação, em relação ao registrado em 2011, e diminuição do valor médio das operações.

De janeiro a setembro deste ano, as compras por parte dos investidores subiram 9,26% em relação ao ano passado. Na outra ponta, a recompra de títulos antes do vencimento, feita pelo Tesouro, subiu 40%. Além disso, o número de novos investidores caiu 16% no período. “O estoque total em poder dos investidores nunca foi tão grande, mas vem diminuindo”, comenta a planejadora financeira pelo IBCPF, Eliane Habib Tiburski.

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Outro efeito da queda do juro foi a valorização dos papéis antigos. “O preço desses títulos subiu muito, principalmente os de prazo mais longo. Isso fez o investidor rever os ganhos. Alguns consideram que já ganharam o suficiente e que não vão receber muito mais esperando até o vencimento. Portanto, vendem antes do vencimento para resgatar já a rentabilidade. É a chamada realização de lucro”, explica.

A nova regra da poupança aplicada no primeiro semestre – que diminui a rentabilidade da carteira para 70% da Selic quando esta fica abaixo de 8,5% ao ano – também influenciou no aumento das vendas de títulos do Tesouro Direto por parte dos investidores, explica o gerente de home broker da Socopa, Fabrício Tota.
Os investidores venderam esses papéis antes do vencimento, principalmente no primeiro semestre, porque as pessoas sabiam que a regra iria mudar e queriam ter mais recursos pela regra antiga, que rende mais”, afirma Tota.

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