Mês de julho registra uma tentativa de fraude a cada 14,8 segundos

Mês de julho registra uma tentativa de fraude a cada 14,8 segundos

No total, Serasa Experian contabilizou 180.919 roubos de identidade

Yolanda Fordelone

26 de agosto de 2014 | 09h14

Telefonia foi o setor que mais registrou tentativas de fraude. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O mês de julho registrou uma tentativa de fraude a cada 14,8 segundos, de acordo com dados da Serasa Experian. No mês, foram contabilizados 180.919 roubos de identidade – operação em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos.

Em relação a junho de 2014, houve alta de 19,9%. Já na comparação do acumulado do ano (janeiro a julho de 2014 contra o mesmo período de 2013), o indicador registrou queda de 5,5%. Em relação a julho de 2013, houve queda de 15,8%.

Atualmente, a empresa responde diariamente a 6 milhões de consultas de 500 mil empresas. Entre as principais tentativas de golpe relatadas estão:

a. Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.

b. Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima.

c. Compra de celulares com documentos falsos ou roubados.

d. Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio.

e. Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima.

f. Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado.

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