Mesmo com baixo retorno, poupança foi o investimento preferido do brasileiro nos últimos cinco anos

Mesmo com baixo retorno, poupança foi o investimento preferido do brasileiro nos últimos cinco anos

Estoque da caderneta de poupança foi o que mais cresceu entre as aplicações, segundo o Instituto Assaf

Yolanda Fordelone

22 de outubro de 2014 | 09h48

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Foto: Free Images

O estoque de aplicações financeiras cresceu 61,8% em cinco anos, segundo dados do Banco Central compilados pelo Instituto Assaf. Tais estoques incluem as aplicações em poupança, fundos de investimentos, fundos extramercado (como os multimercados e cambiais), fundos de ações e depósitos a prazo (os CDBs).

Comprovando a preferência do brasileiro, a caderneta de poupança foi a aplicação que registrou o maior aumento do estoque (101,7%). O estoque de fundos de investimentos, como os DI e de renda fixa, teve alta de 93%. Já influenciado pela crise de 2008, os fundos de ações tiveram um crescimento de 20,7%.

“Chama a atenção essa questão do conservadorismo do investidor brasileiro, de procurar aplicações de mais fácil acesso e baixo risco”, diz o pesquisador Fabiano Guasti, do Instituto Assaf. O baixo crescimento do fundo de ações é atribuído à instabilidade dos mercados interno e externo, segundo Guasti.

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Dois investimentos tiveram mais saídas do que aplicações, diminuindo assim o estoque. O primeiro foi a categoria de fundos extramercados, cujo estoque caiu 67,3%. Já os CDBs tiveram queda de 0,5%, já impactados pelo surgimento de aplicações isentas de Imposto de Renda e pela popularização do Tesouro Direto.

Vale a pena aplicar na caderneta de poupança? 

A conclusão do levantamento é que a preferência pelos investimentos nada tem a ver com o retorno. Entre 2010 e agosto de 2014, o investimento com maior rentabilidade foi fundo extramercado (54,48%), seguido do CDB (49,29%). A poupança rendeu 36,08% no período e os fundos de ações, 18,02%. O CDI, que atrela os fundos DI e de renda fixa, teve rentabilidade de 51,94%, mas desse valor ainda devem ser descontados o Imposto de Renda e a taxa de administração. Além disso, nem todos os fundos conseguem oferecer um retorno de 100% do CDI.

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