Os sete pecados capitais nos investimentos; não seja o Tio Patinhas do mercado

Yolanda Fordelone

18 de junho de 2013 | 13h55

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Avareza: apego exagerado ao dinheiro pode fazer mal à diversificação da carteira e do risco.

Foto: Reprodução

Desde 1947, um personagem de desenhos animados mais famosos da Disney, o Tio Patinhas, nos ensina um dos sentimentos que não devemos ter pelo dinheiro: paixão. Mas a avareza é apenas um dos sete pecados capitais que não deve ser cometida nos investimentos e assuntos relacionados ao dinheiro.

A coordenadora do Investmania (rede social voltada a investidores), Aline Rabelo, relaciona abaixo as armadilhas, sobretudo psicológicas, que o investidor enfrenta na hora de aplicar:

Luxúria: apego demasiado ao presente e aos prazeres da vida. “A visão de curto prazo reduz as opções de diversificação da carteira e, consequentemente, a rentabilidade que o investidor poderia obter se escolhesse produtos com prazos mais longos”, alerta Aline.

Gula: desejar que a rentabilidade cresça de forma exorbitante, independentemente do cenário econômico. “O investidor brasileiro deve compreender que todos os investimentos, sejam títulos do governo, ações ou fundos, são suscetíveis ao vai e vem do mercado e às influências do que acontece no cenário externo”.

Avareza: apego exagerado ao dinheiro. “O apego demasiado vem do conservadorismo e pode acarretar uma aversão ao risco, necessário para a conquista de uma rentabilidade mais competitiva na atualidade”, observa a executiva.

Ira: o sentimento de ira pode surgir de perdas passadas. Segundo a Coordenadora do Investmania, este sentimento é muito comum em pessoas que já investiram em ações, por exemplo, não mensuraram adequadamente os riscos e acumularam prejuízos irreversíveis. “Quem nunca ouviu de um amigo ou alguém próximo algum depoimento negativo sobre o mercado de renda variável? Mas não se deixe influenciar, conhecendo profundamente os fundamentos das empresas nas quais se pretende investir, é possível mitigar riscos”, aconselha;

Soberba: “meu investimento é o melhor, e pronto!”. O investidor consciente e assertivo é aquele que está aberto às novas possibilidades que o mercado oferece. Por que não comprar títulos públicos ou ETFs? Relativamente novos no Brasil, estes produtos podem ser boas opções até para quem tem objetivos atrelados à aposentadoria;

Vaidade: investir em determinado ativo para conquistar a admiração do outro. Para Aline, o investidor não deve seguir as escolhas alheias ou modismos. “Monte a sua carteira respeitando o seu perfil, seu apetite por riscos e objetivo”;

Preguiça: negligência no momento de escolher o seu investimento. Neste ponto, Aline é enfática. Quem quer investir bem, não pode ter preguiça de buscar informação. Basta procurar fontes e canais confiáveis. E a internet pode ajudar. O Investmania, por exemplo, é uma rede social que promove a interação tanto de investidores iniciantes, como experientes, ou simples interessados neste universo, com especialistas de diversas áreas, como analistas fundamentalistas e gráficos e profissionais do mundo jurídico, de instituições financeiras e de empresas de capital aberto. “A troca de informações, proporcionada pelo Investmania, é uma experiência única, que pode aperfeiçoar a forma do investidor de enxergar as possibilidades do mercado”, finaliza.

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