Penhora de jóias da Caixa cresce quase 9% no primeiro tri

Tânia Rabello

23 de abril de 2010 | 15h10

A Caixa emprestou R$ 1,42 bilhão nos primeiros três meses desse ano na linha de crédito que exige que os clientes deixem jóias como garantias. Esse volume é 8,8% maior que o movimentado no primeiro tri do ano passado.

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Para emprestar tudo isso, o banco estatal fechou mais de 2,1 milhões de contratos. Só em São Paulo, doram 302 mil negociações, totalizando R$ 310 milhões em empréstimos.  A Caixa disse por um comunicado que “nacionalmente, o destaque da operação foi a modalidade de Micropenhor, que se destina a pessoas com menor renda”. Só neste segmento, o crescimento da carteira foi de 32,6%, passando de R$ 250,3 milhões emprestados no primeiro tri de 2009, para R$ 331,3 milhões em 2010.  Na quantidade de contratos, o aumento foi de 15,8%, passando de 738,9 mil para 855,7 mil contratos.

Para conseguir o crédito. É necessária a apresentação do RG, CPF e comprovante de residência, além dos bens que serão entregues no banco. Os prazos de contratação variam de 1 e 180 dias, à escolha do cliente. O limite mínimo é de R$ 50 e o máximo de R$ 50 mil por cliente. O empréstimo corresponde a 85% do valor de avaliação do bem e a taxa de juros é de 2,03% ao mês. No Micropenhor o empréstimo é limitado a R$ 1,5 mil, com taxa de juros de 1,7% ao mês e prazo para pagamento de até 180 dias, em múltiplos de 30 dias.

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