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Seis estratégias para investir em planos de previdência privada

Yolanda Fordelone

29 de setembro de 2014 | 07h29

A previdência pode ser uma armadilha, se for investida sem uma análise criteriosa do perfil, mas também pode ajudar o investidor a alcançar grandes objetivos, quando bem planejada.  Para se dar bem no investimento, confira seis estratégias que podem ser adotadas na previdência:

+ Renda vitalícia

Se o objetivo é poupar para ter uma renda vitalícia no futuro, quanto antes começar melhor. A renda vitalícia garante o pagamento de certa quantia durante todo o tempo em que o participante viver. É calculada com base em quanto o investidor acumulou ao longo dos anos. O benefício é cancelado quando ele morre, não sendo possível portanto passar a quantia que sobrar para algum familiar beneficiário.

+ Transmitir a herança

Os gastos com advogados podem variar entre 5% e 6% do patrimônio inventariado, segundo especialistas. tamanho é o custo que muito herdeiros acabam vendendo um imóvel ou outro bem para conseguir pagar as taxas e encargos e desenrolar o processo. Em todo caso, a transmissão é custosa e demorada, o que não ocorre no plano VGBL, já que o dinheiro ali investido é transferido em até um mês para o beneficiário caso o investidor principal faleça. Não há impostos de transmissão.  Só é cobrado Imposto de Renda quando for ocorrer o resgate do valor.

+ Acumular 1 milhão

Se o objetivo é acumular o sonhado R$ 1 milhão, resgatar tudo e gastar com o que der na mente, a poupança também deve ser começada cedo. Se começar aos 25 anos e parar aos 60, por exemplo, é preciso aplicar R$ 756,25 por mês.

+ Usufruir do benefício fiscal do PGBL

Por lei, o dinheiro que for investido no PGBL ao longo do ano fiscal pode ser abatido da base de cálculo do Imposto de Renda, até o limite de 12% do que a pessoa teve de renda no ano. Para quem paga muito imposto e faz a declaração completa, vale a pena se planejar não só financeiramente mas também tributariamente na previdência.

+ Investir no longo prazo sem pagar come cotas

Qualquer que seja o fundo de renda fixa e DI que o investidor escolher, haverá a cobrança do chamado imposto “come-cotas” nos meses de novembro e dezembro. Tal imposto é uma cobrança antecipada do IR, variando de 15% (fundos de longo prazo) até 20% (fundos de curto prazo). A incidência do imposto a cada seis meses e não só no resgate da aplicação faz com que o investidor tenha uma perda de custo de oportunidade em relação aos planos de previdência, onde não há come-cotas. O imposto faz com que um dinheiro que poderia estar rendendo no longo prazo em uma previdência já saia da conta do investidor para antecipar o pagamento de IR.

+ Pagar universidade do filho

Planos para menores de idade estão se tornando cada vez mais comuns.

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