Seis sugestões para o pequeno investidor lidar com a volatilidade do mercado de ações

Seis sugestões para o pequeno investidor lidar com a volatilidade do mercado de ações

Para o consultor financeiro Augusto Sabóia, o sobe e desce do mercado deve durar até 2015

Yolanda Fordelone

28 de outubro de 2014 | 14h43

Foto: Sérgio Castro/Estadão

Foto: Sérgio Castro/Estadão

Na semana passada o Ibovespa – principal índice do mercado acionário – recuou 7%. Logo após a definição da reeleição de Dilma Rousseff (PT) chegou a cair 6% no pior momento do mercado. Nesta terça-feira, 28, já vive um dia de alta (acima de 2%). Para quem não está acostumado ao sobe e desce do mercado, um aviso: ele não deve acabar tão cedo.

“O mercado deve continuar volátil não só até a definição da equipe econômica do novo governo [como a nomeação de um novo ministro da Fazenda] mas também em 2015. Vai ter forte sobe e desce até haver as reformas que precisam ser feitas, haver mais segurança nos contratos já que o escândalo da Petrobrás mostrou que existe um verdadeiro esquema por trás da empresa”, avalia o consultor Augusto Sabóia. Para os investidores, Sabóia lista seis sugestões para aguentar a volatilidade.

1) Mercado não está para iniciantes. No mercado diz-se que o bom investimento é aquele que faz você conseguir dormir. Por isso mesmo, se o investidor é inexperiente e nunca aplicou em ações este não é o momento de se arriscar. As fortes perdas que o mercado pode ocasionar de um dia para o outro,em geral, preocupam quem está começando. “O melhor é ficar na renda fixa e na caderneta de poupança”, avalia o consultor.

2) Investir no longo prazo. Caso o objetivo da aplicação em ações seja algo no longo prazo, como a aposentadoria, não há problema em aplicar agora no mercado.

3) Olhar o fundamento das empresas. “A sugestão é que o pequeno investidor olhe o fundamento das empresas, selecione companhias sólidas, não atreladas ao governo, que tendem a passar mais tranquilas por todo este período”, diz Sabóia. Ele cita como exemplos a BRFoods, a Gerdau, AmBev, Itaú e Bradesco.

4) Bom momento para traders. Para quem já está acostumado a usar gráficos nas análise e tem experiência em operar no curto prazo (às vezes fazendo uma compra e uma venda de ação no mesmo dia), o momento é perfeito. Segundo o consultor, os fortes solavancos da bolsa e do mercado de juros oferecem boas oportunidades de ganhar dinheiro, claro, se você já é experiente.

5) Alugue sua ação. Para quem não quer sair da Bolsa mas não vai comprar mais nada, uma opção é alugar os papeis e receber em troca um porcentual sobre o valor negociado. É como se fosse uma renda fixa. O detentor da ação empresta o papel para um trader fazer as operações de compra e venda e lucrar no curtíssimo prazo. Tal investidor agressivo deve deixar uma garantia na operação. No fim do contrato, a ação é devolvida e a taxa de aluguel combinada paga ao dono da ação.

6) Proteja-se do dólar. “Não é concebível a pessoa viver em um mundo globalizado, fazer viagens internacionais todo ano, e não ter um pouco de dólar na carteira”, diz Sabóia. De acordo com o consultor,é aconselhável comprar dólar todos os meses. “Se você compra na alta e na baixa, no longo prazo faz um preço médio.”

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