Você precisa de quanto para resolver a sua vida?

Tânia Rabello

19 de abril de 2010 | 16h01

(colaborou Yolanda Fordelone)

Para cada um a expressão ‘resolver a vida’ tem um significado. Para Celso Piantino, é sinônimo de quitar as dívidas. Ele tem 43 anos e trabalha em uma empresa que vende rastreadores de caminhões. Para resolver sua vida, Piantino diz que precisa de R$ 200 mil. “Com R$ 170 mil eu quito minha casa, R$ 20 mil pago meu carro e R$ 6 mil o da minha mulher.” O financiamento de sua casa, que será iniciado no próximo mês, tem prazo de 30 anos e a taxa paga pelo financiamento será de 9,7% ao ano. Para ajudar no imóvel, ele irá sacar o seu FGTS, em que  tem acumulado R$ 25 mil. Os R$ 20 mil do carro estão diluídos em 45 prestações de 0,98% e, os R$ 6 mil do automóvel da esposa, constam em 20 parcelas com juros de 1,20% ao ano.

“Mas isso assim, de bate e pronto, porque para resolver a vida mesmo, só vendo a carreira do meu filho deslanchar”, conta. Seu herdeiro tem 18 anos e está iniciando como jogador profissional de futebol no Santo André, time da do ABC paulista. 

Ele conta que, um colega do time do filho acabou de ser contratado por um time grego. “Imagine que o menino (19 anos) vai ganhar 20 mil euros por mês. Isso sim é resolver a vida.” Com a boa nova, rapidamente a família Piantino foi atrás de um empresário para seu filho. “Em breve é ele quem irá para fora”, anseia.

Para consultor, investidor deve olhar para o futuro

Para o consultor e professor da Fipecafi, Silvio Paixão, apesar de a quantia de R$ 200 mil liquidar as dívidas de Celso Piantino, para ser considerado um valor que ‘resolva a vida’ o investidor deve também pensar no futuro.  “A quantia resolve na verdade uma confusão do passado. Por uma série de eventos, eu não acumulei quantia suficiente para fazer o que eu desejava e tive que me endividar”, diz o consultor. “Eu liquido as minhas dívidas, mas e daqui para frente?”, ele questiona.

Um erro comum segundo Paixão que ocorre com muitos é pagar as dívidas, mas depois cair nos mesmos erros do passado que levaram a pessoa a cometê-las. “A menos que a dívida tenha sido feita por um momento pontual, como perda do emprego, problema de doença, a pessoa corre um grande risco de fazer tudo de novo e não encontrar a tranqüilidade financeira.” 

Para encontrar o valor que resolva a sua vida, Paixão dá uma dica. Segundo ele, o poupador deve pensar em qual o padrão de vida ele deseja ter. Se quer trocar de carro todo ano ou a cada três anos, por exemplo. “Para alcançar o valor a solução é simples e todo mundo está cansado de saber: gastar menos do que ganha”, afirma.

E você, já parou para pensar quanto resolveria a sua vida? Conte a sua história para que um consultor analise seu bolso.

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