Wall Street Journal classifica a Black Friday nos EUA de ‘teatro do varejo’

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Wall Street Journal classifica a Black Friday nos EUA de ‘teatro do varejo’

Yolanda Fordelone

29 de novembro de 2013 | 11h03

Se no Brasil os consumidores reclamam de alguns descontos mascarados na Black Friday, nos EUA, a pátria mãe do evento, especialistas apontam para um “teatro no varejo”. Nesta semana, o Wall Street Journal publicou uma reportagem cujo título já fazia um alerta para o evento: “O segredo sujo dos ‘descontos’ da Black Friday”.

Segundo a reportagem, quando os consumidores forem às lojas em busca de descontos vão se deparar com um teatro no varejo. As redes anunciariam grandes descontos a fim de atrair norte-americanos para as lojas, mas em muitos casos a propaganda seria uma ilusão cuidadosamente planejada.

A suposição comum seria que as grandes redes varejistas usariam o evento para desovar os estoques encalhados, mas não é só esta a estratégia adotada. De acordo com a reportagem, as lojas negociam com os próprios fornecedores para definir os preços de compra e, após as remarcações do valor, ainda conseguiriam embutir no bem final a margem de lucro desejava.

“O suéter vermelho com desconto de mais de 40%, por US$ 39,99, nunca teve como preço inicial R$ 68 dólares. O preço já foi projetado para incluir esse desconto”, comenta a reportagem.

As críticas do jornal e de outros especialistas nos EUA, porém, não impediram o impulso às compras na manhã desta sexta-feira, rendendo boas fotos do evento.

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