As Limousines e a Crise
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As Limousines e a Crise

A notícia de que o governo está devendo à empresa de locação de veículos nos EUA, por si só, já causa espanto, a partir da constatação de que o Estado Brasileiro celebra contratos de prestação de serviços específicos e deixa de cumpri-los, em atitude considerada “normal”, em decorrência da crise econômica.

claudiodaolio

18 de agosto de 2015 | 15h59

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Os jornais trazem a informação de que o governo brasileiro está devendo o equivalente a US$ 100 mil dólares à empresa de locação de veículos, utilizados pela presidente Dilma Roussef durante a visita ao Estado da Califórnia.

A notícia, por si só, já causa espanto, a partir da constatação de que o Estado Brasileiro celebra contratos de prestação de serviços específicos e deixa de cumpri-los, em atitude considerada “normal”, em decorrência da crise econômica.

Se um particular ou empresário deixar de pagar os seus tributos – ainda que em situação de penúria – deixar de pagar seus tributos, terá o seu nome prontamente inscrito nos cadastros de maus pagadores, perdendo acesso a linhas de crédito e sofrendo cobrança judicial. Já o Estado….

Contudo, o que chama mais a atenção nesse caso é o fato de que a Presidência da República alugou 25 carros, sendo 19 limusines, 3 vans, 2 ônibus e 1 caminhão baú, para levar a bagagem dos viajantes. Apesar da visita ter durado apenas um dia, os veículos e motoristas foram disponibilizados por estranhos 16 dias.

Como se pode ver, estamos diante de mais um caso revoltante de gastança do Poder Público, que usa o recurso dos impostos pagos por todos os brasileiros para custeio de mordomias daqueles que exercem o poder. O tamanho da comitiva e as despesas com hotéis e transporte parecem incompatíveis com os propósitos e resultados da viagem, apresentados pelo governo como mais um item da chamada “agenda positiva”, que reabilitaria a imagem da Presidente da República.

Não há justificativa para esses gastos, especialmente em momento de crise econômica, criada por sucessivas decisões equivocadas ao longo da última década. Ao mesmo tempo em que pede esforços a todos os brasileiros, arrochando-os com aumento de impostos e juros, o Governo central esbanja dinheiro em mordomias, em evidente violação ao princípio constitucional da moralidade administrativa. As autoridades públicas deveriam dar o exemplo de respeito à coisa pública, abrindo mão de privilégios e mordomias.

Resta, agora, esperar que o Ministério Público Federal tome providências, para colocar fim à farra com o dinheiro publico.

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