2016 apertará mais o cinto dos aposentados

2016 apertará mais o cinto dos aposentados

A confirmação do veto da Presidente ao reajuste das aposentadorias pelo salário mínimo deixa 2016 ainda mais azedo para os aposentados do INSS.

Marta Gueller

19 de novembro de 2015 | 16h38

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A confirmação do veto da Presidente ao reajuste das aposentadorias pelo salário mínimo deixa 2016 ainda mais azedo para os aposentados do INSS.

O próximo reajuste será calculado de acordo com a inflação medida pelo INPC do ano anterior. O índice acumulado entre janeiro e outubro neste ano é de 9,072% e deve ser somado ao crescimento do PIB dos dois anos anteriores, estimado em 0,1%.

A derrota sofrida no Congresso representa perda acumulada, desde o Plano Real ,de março de 1994 até janeiro de 2016, estimada em 84,77% para aqueles que recebem benefícios acima do salário mínimo.

A perspectiva  de reajuste para o salário mínimo é de 9,84% acima da inflação, oficialmente divulgada de 9,67¢ para o período.

A arrecadação aumentará na mesma proporção, com previsão de teto para efeito de recolhimento das contribuições dos trabalhadores no valor de R$ 5.114,73 e piso igual ao salário mínimo, estimado em R$ 865,50.
Como 70% dos benefícios pagos pelo INSS são de até um salário mínimo, haverá gasto ainda maior em 2016, estimado em 40 bilhões de reais.

A Constituição estabelece que a legislação infra constitucional deve garantir a preservação do valor real dos benefícios previdenciários, mas os reajustes anuais, desde o Plano Real, demonstram que a garantia constitucional não está sendo cumprida de forma satisfatória e isonômica para os trabalhadores do regime geral.

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