A Crise e a Terceirização da Mão de Obra

A Crise e a Terceirização da Mão de Obra

A transformação dos empregos formais em informais, decorre dos encargos incidentes sobre a folha de salários.

Marta Gueller

04 de março de 2016 | 17h45

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A  transformação dos empregos formais em informais decorre dos encargos incidentes sobre a folha de salários. A reforma tributária não saiu do papel.  E a crise fez aumentar a taxa de desemprego.  Com a crise, as empresas acabam cortando despesas e demitindo empregados.

A advogada Vanessa Vidutto, em recente entrevista no site G1 –  http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2016/02/com-desemprego-alto-processos-da-justica-do-trabalho-disparam-em-2015.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar  – diz que seu escritório tem recebido um novo perfil de trabalhadores em busca de reparação. “Há muitos demitidos em massa, pessoas com qualificação, muitos anos de empresa e salários bons. São as empresas buscando alternativas pra baratear custo, claramente reflexo da crise.”

Nas empresas nacionais a substituição de funcionários antigos e qualificados por profissionais mais novos, com menos experiência e qualificação profissional é tendência para os próximos dois anos.

Empresas multinacionais, no entanto, se cansaram de aguardar a reforma tributária e a desoneração da folha de salários deixou de ser problema para elas que estão diminuindo seus quadros de funcionários e terceirizando a mão de obra para o Exterior.

A facilidade de comunicação permite que a prestação de alguns serviços seja feita pela internet. O correio é eletrônico e não tem custo. A ligação é gratuita, feita pela internet e por meio de videoconferência sempre que for necessário o contato com o prestador dos serviços.

Na matéria retro citada, em entrevista para o G1, um empregado demitido, responsável pela contabilidade no Brasil de uma multinacional, afirma que  “…a empresa levou todo o sistema financeiro para a Argentina e o contábil, para a Índia. Treinamos os indianos e os argentinos”, relata. “Eles me deram dois salários de prêmio para me sujeitar a fazer isso. É horrível você repassar tudo o que criou de mão beijada.”

O espaço urbano é caro. O trânsito nos grandes centros urbanos é caótico. O trabalho que pode ser prestado à distância já está sendo  contratado e fiscalizado remotamente pelo empregador e aquele que puder ser terceirizado para outros países levará dos brasileiros o cargo e o salário se nossas leis trabalhistas e tributárias não acompanharem estas mudanças.

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