Imprevistos abalam o Planejamento da Aposentadoria e a Preparação para a Velhice

Imprevistos abalam o Planejamento da Aposentadoria e a Preparação para a Velhice

A preocupação com a aposentadoria é problema de todos os trabalhadores, independentemente do grau de escolaridade

Marta Gueller

23 Junho 2016 | 12h43

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O valor teto pago pelo INSS a título de aposentadoria é de R$ 5.189,82, podendo superar 25% deste valor para segurados que necessitem de auxílio de outra pessoa para realização de suas necessidades básicas diárias, como vestir-se, alimentar-se, locomover-se. São poucos os benefícios que atingem este valor.

O brasileiro começa a trabalhar cedo. Com 16 anos, na condição de aprendiz, nos grandes centros e no mercado formal. Na informalidade, crianças de 7 anos trabalham, cuidando da casa e de irmãos mais novos e na roça; desde muito pequenos, já estão ordenhando vacas e roçando o terreno.

A preocupação com a aposentadoria é problema de todos os trabalhadores, independentemente do grau de escolaridade. Quanto mais cedo começar o planejamento da aposentadoria, menor o valor mensal a ser poupado pelo trabalhador ao longo dos anos até a velhice. Hoje a aposentadoria por idade pode ser requerida aos 60 anos para a mulher e aos 65 anos para o homem.

Deve haver disciplina para que possamos poupar. Poupar implica abrir mão da compra de bens de consumo como trocar o carro e o aparelho celular, fazer a viagem dos sonhos, comprar uma TV com nova tecnologia, etc.

Com disciplina é possível guardar dinheiro. Há os imprevistos. O risco desconhecido, tais como crise econômica, desequilíbrio financeiro do plano privado de previdência, decorrente de mudança na tabela de expectativa de vida ou mesmo má gestão, desapropriação de imóvel adquirido para complementação da renda futura e até a mesmo a doença e a morte.

É necessário, portanto, diminuir os efeitos dos eventos indesejáveis contratando seguro para cobrir quaisquer riscos inesperados.

Passada a fase da poupança e da contratação da gama diversa de seguros existentes no mercado, será o momento de “pendurar as chuteiras”.

Não é fácil parar de exercer a atividade para a qual fomos treinados e nos preparamos. Programar e fazer aquela viagem mais longa. Pensar em mudar de cidade. Levar uma vida mais simples. Fazer um curso na Universidade da terceira idade (http://www5.usp.br/tag/universidade-aberta-a-terceira-idade/), dedicar-se à leitura e aos passeios culturais podem, a principio, preencher o tempo, antes ocupado pelo trabalho. Planejar com o(a) companheiro(a) a aposentadoria facilitará o período de adaptação.

Passados uns meses é bem provável que você volte a trabalhar na mesma atividade ou em outra que lhe dê prazer para exercitar a mente, cuidar da sua saúde e poder pagar as suas contas, ajudar um filho ou completar a renda de seus pais, que como você também estão vivendo mais !

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