Sem motivos para festejos, comemoramos o Dia Internacional do Idoso

Sem motivos para festejos, comemoramos o Dia Internacional do Idoso

Uma entre seis pessoas com 60 anos ou mais foi vítima de algum tipo de abuso no último ano.

Marta Gueller

03 Outubro 2018 | 20h06

O Dia Internacional do Idoso, celebrado em 01 de outubro, foi criado pela ONU, em 1991, mas não temos motivos para comemoração.

É considerado idoso, pela Organização Mundial de Saúde, nos países em desenvolvimento, a pessoa com 60 anos ou mais e com 65 anos ou mais em países desenvolvidos.

Uma entre seis pessoas com 60 anos ou mais foi vítima de algum tipo de abuso no último ano. Segundo dados oficiais da ONU, esee número é bem maior, pois apenas um entre 24 casos é denunciado. Os abusos psicológicos, financeiros e físicos são, geralmente, cometidos dentro do domicilio do idoso e, o que é pior por um membro de sua família.

A população brasileira superou a marca dos 30,2 milhões de idosos em 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características dos Moradores e Domicílios, divulgada pelo IBGE.

Em dez anos, chegará a 38,5 milhões (17,4% do total de habitantes).  A estimativa é que em 2031, o número de idosos (43,2 milhões) vá superar pela primeira vez o número de crianças e adolescentes, de 0 a 14 anos (42,3 milhões).

Antes de 2050, os idosos já serão um grupo maior do que a parcela da população com idade entre 40 e 59 anos.

O mapa das políticas, programas e projetos do Governo Federal para a população idosa brasileira, revela que a maioria de nossos idosos são mulheres (55,7%) e brancas (54,5%). Os abusos cometidos contra as idosas lideram as estatísticas.

Outros dados: 84,3% das pessoas idosas brasileiras residem em áreas urbanas, sendo consideradas no domicílio como a pessoa de referência. Em média 64,2% dos idosos tem 4,2 anos de estudo, sendo que 28,1% tem menos de 1 ano de estudo e somente 7,2% tem graduação completa ou mais;

A grande maioria dos idosos brasileiros, 76,3%, recebe algum benefício da Previdência Social e 47,8% deles tem rendimento de todas as fontes superior a 01 salário mínimo, mas cerca de 43,5% residem em domicílios com rendimento mensal per capita igual ou inferior a 1 salário mínimo (fonte: sdh.gov.br, guia de politicas, programas e projetos/população idosa).

Nada passa mais depressa que os anos, assim com o crescimento da população idosa, da qual um dia todos nós sobreviventes faremos parte.  Cuidando da população idosa estaremos cuidando de nossos  próprios direitos.

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