A história da dívida

Paul Krugman

29 de novembro de 2011 | 16h56

Como parte deste projeto a longo prazo, venho analisando a história da dívida  dos Estados Unidos, usando os dados sobre fluxo de recursos do Fed (que começou em 1952) e outros mais antigos, não tão comparáveis,  da Millennial Historial Statistics.  Eis o que acho que deve ser um gráfico chave; mostrar a dívida do setor privado não financeiro como uma porcentagem do PIB.

Um aspecto que ressalta foi o aumento do coeficiente de endividamento durante os anos 1929-33  devido a um mergulho no PIB em vez de um aumento da dívida – chamemos de vingança de Irving Fisher. Outro foi a queda do coeficiente de endividamento durante a 2a. Guerra Mundial, refletindo uma combinação de crescimento da renda, baixo nível de empréstimos e alguma inflação bastante útil; afirmaria que a redução da dívida teve um papel chave na capacidade da economia de evitar uma recaída na depressão.

Mas um aspecto mais amplo foi  a trajetória em U,  que significa uma lenta recuperação.  E que coincidiu com muitas coisas. O “calmo período” , descrito por Gary Gorton, de liberdade das crises financeiras,  provavelmente teve muito a ver com o patamar baixo da dívida, como também os seguros de depósito. A trajetória também coincide com as tendências de longo prazo em termos de desigualdade de renda e polarização política.

Voltaremos a falar mais, eventualmente: no momento acho que os dados são realmente interessantes.

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