A solução dos 23%

Paul Krugman

19 de abril de 2011 | 15h39

Como diz Jonathan Cohn, os conservadores americanos têm uma visão muito paroquial daquilo que seria um volume de impostos prejudicial à economia. Meu colega Ross Douthat cita a possibilidade de os impostos federais chegarem a 23% do PIB (em comparação aos 19% supostos – sem realismo – pelo plano Ryan) como algo que seria motivo de profunda preocupação. Mas os EUA são um país em que a carga tributária é baixa se comparada aos padrões internacionais:

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Pode-se assumir uma posição contrária a uma mudança que aproxime os EUA da situação dos países da OCDE, mas isso não equivale a dizer que a mudança seria inconcebível nem desastrosa.

Ora, por si mesmos, os impostos não podem solucionar nossos problemas orçamentários no longo prazo – por causa do aumento no custo do sistema de saúde que, se prosseguir no ritmo atual, acabará engolindo até mesmo um grande aumento na carga tributária.

Mas o controle dos custos do Medicare somado a um aumento nos impostos que nos aproxime da porção intermediária da tabela acima – mantendo-nos abaixo da média, e muito abaixo da carga tributária de várias economias europeias de sucesso – é uma resposta perfeitamente plausível para nossas preocupações com o déficit no longo prazo.

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