A tristeza e a pena de si mesmo

Paul Krugman

20 de setembro de 2010 | 18h35

Parece que há histórias horríveis por toda parte hoje em dia. Vivo num mundo bastante protegido, mas conheço jovens recém saídos da faculdade que não conseguem encontrar emprego, homens de quase 60 anos que perderam o emprego e não sabem como poderão arrumar outro, famílias que mal conseguem chegar ao fim do mês e se veem aterrorizadas diante da possibilidade de um de seus membros adoecer.

Enquanto isso, homens sábios nos dizem que todos precisam fazer um sacrifício coletivo – especialmente em se tratando da Previdência Social, é claro; temos que manter estas pessoas empregadas em trabalhos manuais até chegarem aos 70 anos, sabe.

E neste mesmo mundo, pessoas com empregos estáveis e renda anual de aproximadamente US$ 450 mil estão com muita pena de si mesmas por causa da possibilidade de acabarem pagando impostos um pouco mais altos no ano que vem.

Por sinal, permita-me recomendar a nova ferramenta de cálculo de política fiscal do Centro de Políticas Fiscais. Pelos meus cálculos, a pessoa citada acima – com pena de si mesma – pode realmente vir a pagar impostos mais altos (depende dos detalhes da situação de cada família), mas este acréscimo não deve superar 2% de sua renda.

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